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Informativo GEA

Cut-out no Algodoeiro

Diferentemente da soja ou milho, o algodão é uma planta perene, cuja definição é uma planta a qual seu ciclo dura dois anos ou mais. Enquanto as duas primeiras fenecem após o fim da reprodução, o algodão segue vivo, emitindo novas estruturas vegetais, fato este que causa algumas dificuldades na lavoura, uma vez que o algodão é cultivado como anual (AZEVEDO et al, 2004).

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Figura 1 - Lavoura de Algodão

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Fonte: Matheus Henrique R. Silveira

A colheita do algodão é uma operação bastante sensível, que pede uma baixa quantidade de contaminantes e, caso a planta de algodão possuísse partes em pleno desenvolvimento durante a colheita, esta seria extremamente prejudicada. Por isso, realiza-se a prática do "cut-out".

 

A realização desse manejo nada mais é que o corte fisiológico da planta de algodão. Este é feito no momento em que o produtor decide parar o crescimento da planta, aplicando regulador de crescimento em alta dose justamente para esse efeito de estagnação, visando um número efetivo economicamente de capulhos e maçãs para a produção de pluma, ou seja, ligada à ultima maçã de interesse econômico. Geralmente a identificação deste momento é quando se observam 3 a 5 nós acima da flor creme de primeira posição (flor do ramo que está mais próxima da haste principal) (FERREIRA, 2014). Juntamente com esta observação, também é importante levar em conta maçãs fisiologicamente maduras e a porcentagem de capulhos (CHIAVEGATO, 2016).

Figura 2 - Maturação das maças de algodão

Figura 3 - Abertura de maçãs do algodoeiro

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Fonte: Ederaldo Chiavegato

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Fonte: Matheus Henrique R. Silveira

Existem dois ingredientes ativos bastante efetivos para a realização do cut-out:  o Cloreto de mepiquate e o cloreto de clormequate. Ferrari (2007) afirma que estes reguladores de crescimento são substancias químicas que atuam no metabolismo vegetal inibindo a síntese do ácido giberélico. O trabalho de Almeida Junior (2017) realizado em Mineiros – GO no ano de 2017, foram feitos tratamentos no algodão com aplicação de Pix (Cloreto de mepiquate) e Tuval (Cloreto de clormequate), dentre esses tratamentos o realizado com Pix teve melhor eficiência, porém os dois produtos foram muito parecidos em relação ao travamento do algodão.

Figura 4 - Planta de algodão sem manejo de reguladores de crescimento (A) e com manejo de reguladores de crescimento (B)

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Fonte: Alexandre Cunha de Barcellos Ferreira

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Redigido por:

Leonardo José Pelicer

Referências:

ALMEIDA JÚNIOR, J. J.; MATOS, F. S. A.; SMILJANIC, K. B. A. 2017. Uso de reguladores de crescimento na cultura do algodão com sistema de plantio adensado em Mineiros no estado de Goiás. 12 f. Tese (Doutorado) - Curso de Agronomia, Produção Vegetal, Centro Universitário de Mineiros – Unifimes, Mineiros, 2017. Cap. 1.

AZEVEDO, D. M. P.; CORTEZ, J. R. B.; BRANDÃO, Z. N. 2004. Circular Tecnico: Uso de Desfolhantes, Maturadores e Dessecantes na Cultura do Algodoeiro Irrigado. 78. ed. Campina Grande: Embrapa, 2004. 2 p. (78)

CHIAVEGATO, E. J. 2016. Secretaria do Estado e Educação. Critérios seguros devem nortear a definição do fim de ciclo. Piracicaba: Esalq, 2016. 5 p. (2). Disponível em: <http://www.esalq.usp.br/visaoagricola/sites/default/files/va06-colheita-e-beneficiamento01.pdf>. Acesso em: 30 out. 2018.

FERRARI, S. Desenvolvimento e produção do algodoeiro em função de espaçamentos e aplicação de regulador de crescimento. Ilha Solteira. 2007. 87 f. Dissertação (Mestrado em Sistemas de Produção) – Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira, Universidade Estadual Paulista, Ilha Solteira.  

 

FERREIRA, A. C. B. 2014. Comunicado Técnico: Fitorreguladores de Crescimento em Algodoeiro.  Embrapa, Rod. GO-462, km 12, C.P. 179. Setembro, 2014, Campina Grande, PB. 4p.

Universidade de São Paulo | Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"

 

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