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Informativo GEA

Cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis)

A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) é este pequeno inseto que muitas vezes passa despercebido a olhares menos clínicos na lavoura. "Mas ela causa muito problema, mesmo sendo tão pequena?" A resposta é sim, pois o problema desta praga não é seu dano direto, que seria a sucção de seiva da planta de milho, mas sim por ser vetor de algumas doenças.

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Figura 1 - Adulto da cigarrinha-do-milho

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Fonte: Nigel Cattlin

Figura 2 - Cigarrinha e seu tamanho reduzido

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Fonte: Agrolink

Esta praga é vetor do Enfezamento Vermelho (Maize Bushy Stunt Phytoplasma), do Enfezamento Pálido (Spiroplasma kunkelii) e do Vírus da Risca do Milho (Maize Rayado Fino Virus – MRFV), sendo os dois primeiros causados por molicutes (classe de bactérias sem parede celular) (Davis & Worley, 1973).

Alguns sintomas dos enfezamentos são semelhantes e variam conforme a idade na qual a planta é infectada, sendo muito mais severos caso a planta seja infectada quando jovem, causando nanismo acentuado devido aos internódios curtos, perfilhamento no milho (algo que é incomum à espécie) e formação de várias espigas de pequeno porte e com pouquíssimos grãos, pequenos e chochos (Nault, 1980). Além disso, pela planta estar fragilizada, ela fica muito mais suscetível a outras doenças. No entanto, há alguns sintomas que diferem, como a cor de suas cloroses, que enquanto no enfezamento vermelho a clorose acontece na margem das folhas do cartucho e se sucede de avermelhamento e necrose, o enfezamento pálido tem a clorose iniciando na base das folhas novas, e evolui para listras esbranquiçadas e que podem tomar toda a área foliar (Massola Jr., 1998).

Figura 3 - Vírus da Risca do milho - MRFV

Fonte: Eslisabeth de Oliveira 

(Embrapa Milho e Sorgo)

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Figura 4 - Enfezamento vermelho

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Figura 4 - Danos causados por Daubulus maidis

Fonte: Embrapa Milho e Sorgo

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Figura 5 - Enfezamento vermelho

Fonte: DuPont Pioneer Seementes

Fonte: DuPont Pioneer Seementes

Apesar disso, estes sintomas podem variar muito em função das condições ambientais, cultivar e idade da planta ao ser atacada, tornando a diagnose na prática bem mais complicada, às vezes sendo impossível a campo, sendo necessários testes sorológicos ou por PCR (Oliveira et al., 1998).

Para o controle destas doenças, o principal método é o controle do vetor, pelo controle químico, biológico (com o fungo Beauveria bassiana) e por alguns controles culturais, que consistem em sincronizar a época de plantio, evitar plantios consecutivos e eliminar o milho tiguera da lavoura. Outro método que vem sendo destacado é o uso de cultivares menos suscetíveis, alguns atingindo níveis de apenas 1% de ataque (Palma, 2017).

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Redigido por:

Matheus Henrique Rodrigues Silveira

Referências:

DAVIS, R.E.; WORLEY, J.F. Spiroplasma: motile, helical microorganism associated with corn stunt diseases. Phytopathology, St. Paul, v. 63, p.403- 408, 1973.

MASSOLA JUNIOR, N. S. Avaliação de danos causados pelo enfezamento vermelho e enfezamento pálido na cultura do milho. 1998. 75f. Tese (Doutorado) - Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Piracicaba.

NAULT, L.R. Maize bushy stunt and corn stunt: a comparison of disease symptoms, pathogen host ranges and vectors. Phytopathology 70 (7): 657-662. 1980

OLIVEIRA, E; WAQUIL, J. M.; FERNANDES, F. T.; PAIVA, E. RESENDE, R. O. & KITAJIMA, W. E. Enfezamento pálido e enfezamento vermelho na cultura do milho no Brasil Central. Fitopatologia Brasileira, Brasília, v.23, n.1, p.45-47, 1998.

PALMA, J. Cigarrinha-do-milho: Vetor do Enfezamento Vermelho e Pálido. Boletim Técnico CCGL TEC. Ano VII - Nº 43, 2017.

Universidade de São Paulo | Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"

 

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